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Hoje apetecia-me escrever sobre amor. Apetecia-me escrever para ti. Mas após começar a soltar palavras da minha mente para o teclado do computador, percebi que hoje (e vou rezar para que seja só hoje), não me sinto elevada o suficiente no meu vocabulário ou imaginação, para escrever sobre tal. Apetece-me mesmo falar sobre...mim. Não sei porquê, visto que odeio que focalizem as atenções e comentários sobre mim, sobre o que digo, faço ou sou. Mas...enfim! Bem, comecemos:
Há uns dias atrás, acordei com uma sensação estranha. Não consigo explicar...senti-me como tudo aquilo que ninguém pode alcançar...senti-me...minha, própria. De há uns tempos para cá, perdi a capacidade de soltar com facilidade qualquer informação ou argumento sobre mim, como tinha. Sinto que hoje vivo com um medo sucinto que ninguém entende...talvez nem eu! Mas eu não nasci para ser perfeita, pois não? Não nasci para ouvir comentários dispendiosos a meu respeito, ou até mesmo sobre o que sou, pois não? Pois não. Esta sensação constrangedora aparece quando alguém a quem nos entregámos por completo, nos soltou sobre um mar de espinhos, à primeira oportunidade em mão. E hoje faço parte daquilo grupinho de pessoas que acredito que em cada relação passada, deixámos um pouquinho de nós, por mínimo que seja. Grau a grau enche a galinha o papo, não é mesmo? Então porquê não dizer que pedacinho mínimo a pedacinho mínimo, perda completa? Sempre me custou reconhecer tal hipótese...até ao dia em que acordei e percebi que se tornou insuportável esconder uma verdade que está à vista de todos, basta que o queiram ver. Se eu guardei para mim uma parte que prometi nunca mais entregar a ninguém? Guardei. E se me vou manter assim, independentemente de tudo o resto? Sim, vou. Ou por escolha própria, ou porque foi necessário crescer mais um pouquinho em torno desta ideia. É complexo...e não dá para perceber, eu sei. Mas quantas vezes inúmeras coisas na vida perderam o sentido, ou até mesmo nunca o tiveram?

2 comentários:

  1. É verdade.
    Inúmeras coisas perdem o sentido mesmo antes de comcluídas. Bom mesmo é caminhar lento em passos firmes.

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  2. Muitas vezes quando estamos a chegar á meta cai um obstáculo e alguem se perde da estrada .

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Sem medos, ❤