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Se o meu amor por ti coube-se em toda a parte, para além de saberes teoricamente que te amo como uma doida literalmente perdidinha, também respirarias o meu amor, comerias o meu amor, beberias o meu amor, vestirias o meu amor, calçavas o meu amor, cantavas sobre o meu amor, falavas do meu amor...e tudo o que fazes seria em função do meu amor por ti, de que até eu acabei por perder a conta, mesmo sem querer.
Tudo o que me fazes ver é que em todos aqueles dias em que me sinto cheia e preenchida de uma sensação consumível e nada abdominal, se trata somente de uma regular sensação de amor acabado de chegar. Sou tão pouco e tu tornas-me em tanto...quando vou na rua, quer sozinha quer acompanhada, consigo sentir na minha pele arrepiada a transparência de uma sensação de...glória. Consigo ver-me ao espelho e sentir que para além de uma ventania preenchida de questões duvidosas e sempre imparticulares, está o reflexo de tudo o que já venci, e do qual o prémio foste tu. Em determinados momentos que não sei descrever, confesso sentir-me particularmente aterrorizada. Não pelo facto de ter deixado o tempo voar de forma tão rápida e precipitante, mas sim pelo saber de que tu abriste um novo capítulo da minha vida que foi carimbado como um "caso presente, prolongado e (além) do importante". Sinto-me tão...além...sinto-me mais distante do que a lua ou do que qualquer estrela toda em si inalcançável. Pergunto-me se será apenas o arder de uma nova paixão, ou o medo de uma mesma mal terminada. A verdade é que consigo ver-te em tudo. E não querendo exagerar, sinto-me capaz e segura de poder dizer que até no vento consigo ver a tua imagem reflectida. Visões? Não perguntes, não sei responder. Mas muito para além de uma miragem, uma visão muito inquietante e uma solução mal interpretada, está toda uma certeza de que no meu coração...nenhum espacinho se encontra vazio e navegável.

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