
Hoje tive um sonho tão pouco normal...sonhei que me sentei junto ao mar, e te vi a caminhar sobre ele, rumo a mim. Nada me fez estranhar tal imparticularidade, nada me deu vontade de opinar sobre qualquer tipo de sensação menos...vulgar. Não querendo fugir ao assunto, vou completar a história que ainda à pouco tentei começar...como tal, eu estava junto do mar, a sentir na pele dos meus pés a água fria, provocadora de toda um sensação pouco confortável e amena da minha parte, a ouvir o som maravilhoso que o mar me deu oportunidade de incorporar, e a sentir todo um cheiro caraterístico de um só sítio, pendente, como é óbvio, daquele mesmo. A verdade é que os meus olhos estavam fechados. Pois essa era uma atitude normal e muito habitual vinda de mim, sempre que faço questão de marcar o belo areal da praia com a minha presença pouco recomendável para qualquer lugar ou pessoa, – a meu ver. Acabei quebrando a minha rotina: abri os olhos. E a verdade é que neste momento, isso é tudo aquilo de que menos me arrependo. Tu estavas ali. Bem diante dos meus olhos, bem ao alcance da minha mão e do meu abraço que já não podia esperar mais por te ter...quando te olhei, fui abalada por uma série de arrepios repletos de mensagens suaves, quentes e marcantes...algo que...não me sinto capaz de explicar, por mais que pense, em que momento seja. Vi-te de todo o tipo de formas: meu, bonito, mágico, lírico, ameno, perfeito, simples, normal, amável...aprendi e consegui colocar por entre o teu nome, qualquer adjetivo que descrevesse todo o meu amor por ti. Amor esse que...se tornou mais do que aquilo que o meu peito é capaz de suportar. Amo-te como se fosses uma bela canção de amor, repleta de toda uma melodia apaixonante e irrevogavelmente doentia e arrepiante...amo-te como se...fosses todas as letras de um livro de romance, cheiinho de magia e combinações caraterísticas...és tudo aquilo que transporta e transparece um amor louco e perdido sobre tempestades alucinantes de sensações não tão pouco ridículas, como ao mesmo tempo, radicais e de outro mundo. Fazes-me suspirar estupidamente, de coração cheio e quase endiabrado de amor...ages em mim como uma febre de 40ºC, que nos faz alucinar, que nos faz sentir calor, frio, calor, frio...que nos faz fechar os olhos e percorrer todos os mundos incógnitos e nada pensáveis. Fazes-me falar de forma doentia, estúpida, apaixonada, cuidada...fazes-me olhar para ti como se fosses um todo de admiração e invulgaridade...e isto foi tudo aquilo que me fizeste sentir. Não só naquele belo dia em que te vi caminhar sobre o mar, e onde acabaste sentado ao meu lado, preso ao meu abraço. Mas também em todos os momentos em que respiro e te amo, por tudo aquilo que és.
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