
Eu amo-te. Queres que te esqueça assim? Como se fosses uma página, sobre a qual nem expus os olhos? Queres que te deixe para trás, como uma pegada apagada pelo mar? Queres que olhe para ti, e que pense que não passas de...mais um no meio de tantos outros?
Existe definitivamente uma panóplia repleta de rapazes, de todos os tipos e mais alguns. É verdade. E eu não me exponho a essa panóplia, nem me ofereço a ela, como se...fosse portadora de uma insignificância perdida por ventos, mares e tempestades. Eu nasci para ser alguém, entendes? Nasci para recusar panóplias, para evitar pandemias e...sintomas vindos de uma janela mal fechada. Vês ao que um simples descuido nos pode levar? Que desespero...!
O meu amor por ti, não nasceu de contos e vidas partilhadas. Quer fosse entre a Barbie o Ken, o Mickey e a Minnie, ou outra personagem qualquer conhecida pelo seu toquezinho mágico e histórico. Não tomei nenhuma vida amorosa alheia como exemplo do que quer que fosse, para desejar poder partilhar uma contigo. O meu erro, foi talvez esse: sonhar e...sobretudo, tentar criar demais. A verdade é que...em relação aos príncipes perfeitos e carinhosos das histórias de romance, o meu sonho era que fosses exatamente assim; Um grande homem, disposto a percorrer vidas e a combater em batalhas por mim! A dar tudo do tudo, possíveis e impossíveis...mas para além de tudo, a permanecer um bebé a precisar do meu carinho e proteção, em qualquer ocasião. Com tantos sonhos, a minha vida fez-me tropeçar em ti. Suspeitei - admito -, mas não recusei. Recebi-te tão bem...! Nem esperei por uma única palavra tua! Bastou ver o teu sorriso para que eu passasse a amar-te incondicionalmente. Estendi-te a minha mão, e forneci-te o meu abraço. Ainda te lembras da 'tal' sensação que descrevias como maravilhosa? Sim, aquela mesma sensação que te fez aceitar partilhar uma vida indefinida e ilimitada comigo...! Não tínhamos combinado que os limites da vida, íamos ser nós a criá-los? Não tínhamos debatido que o "sempre" - que, de veras, para nós, nunca existiu -, ia ser algo nosso, e só nosso? As regras mantiveram-se. Eu cumpri-as à risca! Como se um passo em falso, me levasse ao precipício e me atirasse daquele que era o jogo mais esperado, mais desfrutado e mais árduo da minha vida. Eu sabia que não podia deitar tudo a perder, por mero capricho, indecisão ou erro súbito. Eu sabia que...contigo...o risco não podia ser pisado, nunca. Aliás, o meu corpo devia manter-se sempre longe de tal pressão indesejada.
Com o tempo, eu tinha vontade de te sussurrar ao ouvido: "Meu amor, não me fizeste somente feliz, fizeste de mim a própria felicidade." Conseguiste sentir aí o entusiasmo com que "pronunciei" esta mesma frase? E toda esta vibração, resume-se a uma página de computador, porque em sentimentos vivos, a cores e com sentidos...é tudo bem mais mágico e lírico.
E um dia, o tempo fez-me repensar. Repensar, repensar, e voltar a repensar...e sabes a que conclusão cheguei? Tive de dizê-lo para mim mesma, em voz alta: "Nunca peças a ninguém para mudar, se não mudarias por essa pessoa", - contrariei os meus sentimentos -, "eu não só era capaz de mudar, como de veras, mudei!" Resumi-me a isto. A conclusões do nada, a factos do nada, a ambições do nada, a sonhos do nada...à realidade do nada. Em tempos, - e daqueles ilimitados -, eu própria me tornei no nada.
Desculpa. Desculpa mas tive de superar.
Amo-te.
Com todo o coração,
s.
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